Momento Entrevista com Fernando Miranda, CEO do Students For Liberty Brasil-SFLB

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1 – Fale um pouco mais sobre você: como conheceu o liberalismo e como chegou ao SFL?

Eu tive a sorte de estudar no IBMEC e ter Diogo Costa como professor. Ele percebeu meu alinhamento com o ideal libertário e me apresentou o SFL, que na época fazia muitas parcerias com o Ordem Livre, que ele coordenava. Sempre fui um libertário por “osmose”, minha mãe é empresária e frequentemente fazia críticas muito duras ao governo e ao intervencionismo.

2 – Quais os desafios fundamentais para o sucesso da organização?

Eu acredito que para toda organização estudantil como a nossa, o mais difícil é medir impacto.

Este ano realizamos a LibertyCon com mais de 600 participantes; além disso, tivemos mais de 5.000 pessoas em eventos oficiais da rede SFL. Mas, não podemos falar que esse é nosso único impacto. O desafio está em medir como cada líder treinado, educado e capacitado pelo SFL impacta outras pessoas em sua comunidade. Estamos melhorando a gestão, utilizando novas ferramentas, medindo novos indicadores, mas é um processo de melhoria constante.

3 – Qual a proposta do SFL enquanto organização?

O Students For Liberty Brasil é bem claro quanto à sua missão: queremos educar, desenvolver e capacitar a próxima geração de líderes da liberdade.

Na prática, nós formamos os talentos que tornarão o futuro do Brasil mais livre nas próximas décadas. Seja empreendendo, dando aulas, escrevendo reportagens e até mesmo no próprio movimento liberal, é possível mudar a sociedade em qualquer posição – e nós queremos oferecer meios que permitam isso.

4 – O Brasil é um país difícil de se falar sobre a liberdade?

Na verdade, não. Este ano estive na Alemanha, em um seminário da Fundação Naumann, e ouvi histórias de participantes de mais de 26 países. Vi pessoas em minha frente contando o que é ter sua casa invadida pelo Talibã, ter sua família interrogada mensalmente porque você pensa de forma independente; pessoas que tiveram que mentir sobre o que iriam fazer naquela viagem.

O Brasil, como qualquer país do mundo, possui uma parcela da população inimiga da liberdade, mas que tem perdido espaço e voz nas últimas décadas. Graças aos desmandos do Estado na vida das pessoas diariamente, nosso pensamento tem ganhado adeptos, estamos mais presentes nas universidades, e acredito que essa tendência poderá se solidificar nos próximos anos. Nunca tivemos tantos líderes e grupos dentro da rede do SFL.

5 – O país passa por um momento na qual apresenta alguns nomes para presidir o Brasil a partir de 2019, você acredita que teremos esse nome nas eleições 2018?

Não. Um salvador não vai aparecer, acredito que não importa quem seja eleito em 2018, se não possuirmos uma sociedade onde a liberdade seja a vontade da nação, não iremos avançar para um futuro mais próspero.

6 – O SFL conta com um programa de coordenadores, pode contar como funciona?

O Programa de Coordenadores do SFLB tem três níveis: Regional, Estadual, e Local. O Coordenador Regional é responsável por coordenar uma região inteira e o estadual, todo um estado. Coordenadores regionais e estaduais são pessoas com mais experiência dentro da organização e já foram coordenadores locais.

Coordenadores locais são os coordenadores que nós treinamos, capacitamos e educamos para fazer parte ativamente do movimento estudantil pela liberdade e que poderão ter a chance no semestre seguinte de avançar na carreira do programa – se tornando coordenador local sênior.

No caminho entre treinamento, capacitação e educação são oferecidos recursos, como grants, para a realização de eventos e várias oportunidades nacionais e internacionais. Em janeiro de 2018 muitos coordenadores locais do SFLB irão para o Chile participar do seminário do Institute for Leadership in the Americas (ILA). Não é sem motivo que boa parte dos institutos e empresas liberais do Brasil tem SFLers em seus quadros.

O Momento Livre agradece ao Executivo e Presidente do Students Liberty Brasil, pela matéria concedida!

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